Os tampos
Enquanto o corpo do pipo se forma, produzem-se os tampos ou fundos. Usam-se ripas de madeira encostadas e fixas com pregos de dois bicos, e a tabúa serve de vedante entre elas. Os fundos são construídos à mão, no banco de encavilhar.
O meão é a peça mais forte e fica no centro do tampo. Unir as peças marcadas para o fundo com os pregos de dois bicos chama-se encavilhar. Depois marca-se a circunferência com o compasso e corta-se com a serra de rodear.
Como vedante usava-se barro ou farinha de centeio.
Com o barril montado, falta colocar o tampo. Cava-se um sulco onde ele vai encaixar e dá-se às extremidades do topo e da base a forma de cunha, a que se chama arronhar. O tampo entra com a ajuda da alheta, e termina-se com a colocação da cabeça, o primeiro arco.
Os arcos
Os arcos são feitos de ferro laminado, comprado em grandes bobines.
Traçar era cortar o ferro na medida certa para o sítio onde ia ser usado. A medida encontrava-se rodando uma palha de tabúa à volta do pipo.
A curvatura dava-se com a marreta em cima da bigorna. Por fim, as duas pontas eram cravadas uma na outra, fechando o círculo.